segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Poinsettia, a estrela de Natal









Numa época de crise em que não são permitidas grandes despesas nas iluminações natalíceas, a sua falta, pode por vezes, ser compensada com a beleza das flores, é o que acontece em alguns jandins algarvios. Com a ajuda de poinsettias, mais conhecidas por estrelas de Natal, é possivel decorar canteiros, rotundas e outros espaços públicos. Em vez de termos decoração nocturna, passamos a ter decoração diurna.

Esta curiosa planta, oriunda da América Central, floresce na época do Natal e é utilizada para fins decorativos. A poinsettia tem características interessantes: o que parecem ser pétalas de flor, são na verdade, folhas com a coloração modificada.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

A ovelha churra algarvia



Diz-se que as ovelhas terão sido dos primeiros animais a serem domesticados e que a pastorícia terá surgiu no Médio Oriente há vários milhares de anos, espalhando-se de seguida por imensas regiões do mundo. Este animal de dócil temperamento, adaptava-se facilmente às diversas condições climatéricas e orográficas e satisfazia as necessidades básicas do ser humano: a alimentação e o vestuário. Ao longo de vários milénios, as formas de pastoreio pouco mudaram, as imagens (poucas) que hoje temos de rebanhos a percorrer vales e montes, não devem ser muito diferentes daquilo que existia antigamente.



Existem diversas raças de ovelhas, no entanto, a principal raça implantada no Algarve, é a chamada ovelha churra algarvia. Nos últimos tempos, a comunicação social da região, tem alertado para o facto de que esta raça estará a extinguir-se, também se ouvem queixas de que falta promoção da raça, ou de que faltam outros apoios. Na realidade, actualmente já não se vêm muitos rebanhos como os que outrora percorriam os campos algarvios à procura de alimento.


Mas há uma pergunta que se impõe: não será isso, consequência da mudança dos tempos? Por vezes somos tentados a fazer uma análise mais emocional que racional, recordamos com excessivo saudosismo e romantismo a imagem do pastor (moiral como se diz em muitas zonas do Algarve) conduzindo o seu rebanho por campos e serras, quer seja noite ou dia, Domingo ou semana. No entanto os tempos são outros, o nosso quotidiano já não é o que era há algumas dezenas de anos.

Talvez o que agora seja necessário, além dos apoios e da promoção, seja também uma mudança de mentalidades, para nos adaptarmos às novas exigências, tanto no pastoreio como em muitas outras actividades.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Dia de São Miguel

Hoje é dia de São Miguel, segundo a tradição, este dia marca o fim do varêjo dos frutos secos: amêndoas, alfarrobas e figos. Daqui em diante é a época do rabisco, considera-se que os frutos que ainda estão nas árvores já não serão colhidos pelos seus proprietários e qualquer pessoa os pode apanhar.











sexta-feira, 20 de maio de 2011

O candeio da oliveira

As oliveiras florescem entre Abril e Junho. No Algarve, já estão floridas há bastante tempo, no entanto ainda podemos encontrar muitas em flor, ou com candeio como se diz no meio rural. Este ano, a maioria estão boas de candeio, agora as chuvas de Maio começam a limpar a flor e em breve aparecerão as pequenas azeitonas.










quarta-feira, 23 de março de 2011

O crescimento das amêndoas


Cairam as pétalas das belas flores da amêndoeira, as pequenas amêndoas começam as desenvolver-se no meio da folhagem verde. Durante alguns meses irão crescer, amadurecer e tornar-se num fruto seco delicioso.




terça-feira, 1 de março de 2011

Olhos D' Água

Praia dos Olhos d' Água, pequena povoação de origens piscatórias, cuja formação do nome se deve à existencia de nascentes de água doce situadas  à beira-mar. Entre as rochas e falésias as imagens falam por si.

























quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Presépio

Presépio da igreja de Vilamoura

sábado, 20 de novembro de 2010

As romãs da minha romanêra


A romã, púnica granatum segundo os cientistas é o fruto da romãzeira, ou romanêra como se diz no Algarve.
Consta que este exótico e milenar fruto terá tido origem na Ásia, sendo trazida para a Península Ibérica pela mão dos árabes. A importância da romã vem da antiguidade, aparece nos textos bíblicos, na mitologia grega, em relatos de diversas culturas como a românica, judaica, árabe e em muitos outros relatos antigos.


Actualmente esta árvore está espalhada por quase todo o mundo. Em Portugal, a região do Algarve concentra a maior parte da produção deste fruto onde o seu cultivo, é caracterizada principalmente, por árvores dispersas ou em fileiras nas beiras dos pomares.
Ainda que o seu uso principal seja com árvore de fruto, a romãzeira emprega-se também como planta decorativa, devido à beleza das suas folhas e flores.




A romã tem uma forma redonda e achatada com uma espécie de coroa no cimo, o que lhe terá valido o nome de fruto dos reis. Tem uma casca grossa e é constituído por lóbulos com numerosos bagos vermelhos, separados por uma película branca. Os bagos carnudos, tem por sua vez uma pequena grainha no interior.





A romã além de utilizada na alimentação (comidos os bago inteiros ou bebido o seu sumo, xaropes, etc.) tem variadas aplicações na medicina natural onde são utilizados a sua casca, o sumo ou mesmo as grainhas. Nalguns remédios populares tradicionais, a casca e a raiz também podem ser utilizados.



A romã como quase todos os frutos vermelhos é um fruto rico em antioxidantes e diversos outros nutrientes: vitaminas A, C, e E, potássio, magnésio, ácido fólico, polifenóis, flavanóides, etc. Estas substâncias ajudam a prevenir diversas doenças, diz-se que a romã é um poderoso antibiótico natural, um excelente anti-inflamatório e que ajuda a combater os radicais livres. É utilizada no combate às doenças cardio-vasculares, hipertensão, colesterol, cancro, inflamação das articulações, diversos problemas intestinais, problemas da boca e garganta e muitos outros. Além disso, há quem a considere o viagra natural … se isto for verdade, ainda vamos ter culturas intensivas deste fruto.



Actualmente, em alguns países, é tradição comer romã no dia de reis para ter sorte e dinheiro durante todo o ano. Há ainda quem para o mesmo efeito, guarde na carteira grainhas ou um pedacinho de casca.

domingo, 17 de outubro de 2010

Salvem as palmeiras!

Já muito se falou sobre a praga que ataca as palmeiras no Algarve, no entanto, mais uma vez não vai fazer mal a ninguém. Um pouco por todo o Algarve, são vistas palmeiras doentes, umas secas outras a secar, num cenário bem triste e desolador. Estão a desaparecer, palmeiras centenárias da espécie “phoenix canariensis“, que são as mais vulgares e que desde há muito, embelezam uma grande parte dos jardins públicos desta região, bem como de alguns jardins particulares.


Esta praga que está a dizimar as palmeiras do Algarve e segundo dizem também as de vários países mediterrânicos, é provocada por uma espécie de escaravelho de nome científico “rhynchophorus ferrugineus”. A doença manifesta-se com o aparecimento as folhas doentes no cimo da copa, as folhas novas começam a secar e a cair, posteriormente todas as outras folhas secam. Quando a palmeira está totalmente morta o escaravelho vai para outras na vizinhança.


Segundo se diz, a origem do problema terá sido a importação de palmeiras de países do Norte de África que traziam consigo o referido escaravelho, que se revelou mortal para as palmeiras locais. Verifica-se que esta praga é de fácil contágio e é difícil de controlar, no entanto, alguma coisa deveria ser feita. Não sei se alguém está a tomar medidas para combater este flagelo, mas se está não se nota, pois continuamos a ver por todo o Algarve palmeiras doentes que mais tarde irão contagiar outras, não seria bom pelo menos eliminar as palmeiras doentes para limitar os danos? Eu sei que neste tempo de crise, as coisas ainda se complicam mais, o tratamento possivelmente será dispendioso, mas não seria útil haver uma actuação concertada a nível regional? O que já fizeram organismos como o Ministério da Agricultura, Direcção Regional das Florestas, departamentos de investigação da Universidade do Algarve e as diversas entidades políticas da região?


Se continuarmos assim, possivelmente daqui a algum tempo, não teremos de nos preocupar, o problema deixará de existir, pois não haverá mais palmeiras para o escaravelho atacar…