segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

sábado, 20 de novembro de 2010

As romãs da minha romanêra


A romã, púnica granatum segundo os cientistas é o fruto da romãzeira, ou romanêra como se diz no Algarve.
Consta que este exótico e milenar fruto terá tido origem na Ásia, sendo trazida para a Península Ibérica pela mão dos árabes. A importância da romã vem da antiguidade, aparece nos textos bíblicos, na mitologia grega, em relatos de diversas culturas como a românica, judaica, árabe e em muitos outros relatos antigos.


Actualmente esta árvore está espalhada por quase todo o mundo. Em Portugal, a região do Algarve concentra a maior parte da produção deste fruto onde o seu cultivo, é caracterizada principalmente, por árvores dispersas ou em fileiras nas beiras dos pomares.
Ainda que o seu uso principal seja com árvore de fruto, a romãzeira emprega-se também como planta decorativa, devido à beleza das suas folhas e flores.




A romã tem uma forma redonda e achatada com uma espécie de coroa no cimo, o que lhe terá valido o nome de fruto dos reis. Tem uma casca grossa e é constituído por lóbulos com numerosos bagos vermelhos, separados por uma película branca. Os bagos carnudos, tem por sua vez uma pequena grainha no interior.





A romã além de utilizada na alimentação (comidos os bago inteiros ou bebido o seu sumo, xaropes, etc.) tem variadas aplicações na medicina natural onde são utilizados a sua casca, o sumo ou mesmo as grainhas. Nalguns remédios populares tradicionais, a casca e a raiz também podem ser utilizados.



A romã como quase todos os frutos vermelhos é um fruto rico em antioxidantes e diversos outros nutrientes: vitaminas A, C, e E, potássio, magnésio, ácido fólico, polifenóis, flavanóides, etc. Estas substâncias ajudam a prevenir diversas doenças, diz-se que a romã é um poderoso antibiótico natural, um excelente anti-inflamatório e que ajuda a combater os radicais livres. É utilizada no combate às doenças cardio-vasculares, hipertensão, colesterol, cancro, inflamação das articulações, diversos problemas intestinais, problemas da boca e garganta e muitos outros. Além disso, há quem a considere o viagra natural … se isto for verdade, ainda vamos ter culturas intensivas deste fruto.



Actualmente, em alguns países, é tradição comer romã no dia de reis para ter sorte e dinheiro durante todo o ano. Há ainda quem para o mesmo efeito, guarde na carteira grainhas ou um pedacinho de casca.

domingo, 17 de outubro de 2010

Salvem as palmeiras!

Já muito se falou sobre a praga que ataca as palmeiras no Algarve, no entanto, mais uma vez não vai fazer mal a ninguém. Um pouco por todo o Algarve, são vistas palmeiras doentes, umas secas outras a secar, num cenário bem triste e desolador. Estão a desaparecer, palmeiras centenárias da espécie “phoenix canariensis“, que são as mais vulgares e que desde há muito, embelezam uma grande parte dos jardins públicos desta região, bem como de alguns jardins particulares.


Esta praga que está a dizimar as palmeiras do Algarve e segundo dizem também as de vários países mediterrânicos, é provocada por uma espécie de escaravelho de nome científico “rhynchophorus ferrugineus”. A doença manifesta-se com o aparecimento as folhas doentes no cimo da copa, as folhas novas começam a secar e a cair, posteriormente todas as outras folhas secam. Quando a palmeira está totalmente morta o escaravelho vai para outras na vizinhança.


Segundo se diz, a origem do problema terá sido a importação de palmeiras de países do Norte de África que traziam consigo o referido escaravelho, que se revelou mortal para as palmeiras locais. Verifica-se que esta praga é de fácil contágio e é difícil de controlar, no entanto, alguma coisa deveria ser feita. Não sei se alguém está a tomar medidas para combater este flagelo, mas se está não se nota, pois continuamos a ver por todo o Algarve palmeiras doentes que mais tarde irão contagiar outras, não seria bom pelo menos eliminar as palmeiras doentes para limitar os danos? Eu sei que neste tempo de crise, as coisas ainda se complicam mais, o tratamento possivelmente será dispendioso, mas não seria útil haver uma actuação concertada a nível regional? O que já fizeram organismos como o Ministério da Agricultura, Direcção Regional das Florestas, departamentos de investigação da Universidade do Algarve e as diversas entidades políticas da região?


Se continuarmos assim, possivelmente daqui a algum tempo, não teremos de nos preocupar, o problema deixará de existir, pois não haverá mais palmeiras para o escaravelho atacar…



segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Já fazia falta uma maratona no Algarve


Há já muito tempo que se dizia que fazia falta uma maratona no Algarve, pois esta região tem as condições necessárias para a realização de um evento desta natureza, só faltava um impulso inicial. Ontem, dia 10 de Outubro de 2010, numa organização conjunta entre a empresa Xistarca, a Associação de Atletismo do Algarve, a Região de Turismo do Algarve e a Câmara Municipal de Faro, realizou-se a primeira edição da Maratona do Algarve. Paralelamente também se realizaram uma meia-maratona, uma mini corrida e uma maratona a dois.

Esta prova, apadrinhada pela campeã olímpica Rosa Mota, realizou-se na região de Faro, iniciou-se na pista de atletismo, percorreu várias ruas desta cidade e atravessou também a zona rural do concelho.

Dado que em 2010 está a assinalar-se o Ano Internacional da Biodiversidade, a Maratona do Algarve quis associar-se a este espírito, apresentando-se como a primeira eco maratona em todo o mundo. O ponto mais significativo desta postura ecológica terá sido o fornecimento de líquidos aos atletas, que foi efectuado em copos biodegradáveis em vez das habituais garrafas de plástico. No entanto esta situação dividiu a opinião dos participantes, pois se para uns a questão ecológica era determinante, para outros esta situação tornava-se menos prática para os atletas.

Quanto ao número de participantes, a adesão foi relativamente baixa, esta maratona não foi comparável às maratonas das grandes cidades, no entanto para uma primeira edição e pelo facto desta região não costumar ter muitos participantes em eventos desta natureza, foi um bom começo.

Esperemos que na próxima edição se verifique maior participação e que esta prova sirva para dinamizar o atletismo no Algarve.




segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Crónicas do Ti Manel: lixo em terra de ninguém.

Depôs do Costa m’atentar a cabeça uma remessa de vezes p’ra escrever umas coisas p’ra intarnete, cá me resolvi. De modes qu’a partir d’agora e q’uondo calhar, vô escrever as minhas crónicas.


Onte, a convite do mê compadre Chico Charrinho fui passear a Côrtêra. Como já tenho o varejo quase fêto e preciso de descansar, arresolvi-me ir até lá, espaircer um pôco.






Ê, más a minha Carminha alevantamo-nos de manhã cedo e lá foi a gente. Fomos passiar, dar um pôco à tramela com aquela famila lá da praia e tamem fui abanhar, qu´é coisa qu’ ê gosto muinto.
O mê compadre Chico qu’ é pescador, tinha lá uns pexinhos fresquinhos que foi um consolo. A minha comadre Dorinhas fez lá uma bela duma caldêrada .





À tarde fomos àquela praia entre Cortêra e a Vilamoira ali mesmo ó lado do porto de pesca. Aquele sito é munto bonito mas fiqui munto desmurcido. Atão na é que continua a porcaria que fazem lá no molhe poente do porto de pesca?



Lá na ponta, onde os pescadores vã dar banho à minhoca, é uma porcaria no mêo das rochas. É qu’ eles jogam toda a lixerada pró mêo das pedras, ele é plásticos, é garrafas de vidro, papés, toda a porcaria lá vai parar. Nem dá p'ra acreditar, ao lado duma zona turistica como Vilamoira!

 




É claro qu’ atirar coisas po mêo das rochas tá mal, é falta de civismo, mas tameim na há lá nem um caxote do lixo! Aquela zona tá uma marafunda, um enlêo dos grandes, quem manda nos portos é o Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM) mas quem recolhe o lixo é a Câmbra de Loléi, assim, aquilo ali é como qu’ uma terra de ninguém (a beim dizer é más um mar de ninguém). Bom, agora vamos a ver s’ algum daqueles Senhores importantes, por adrego lêa esta crónica e possa dar uma manita p’ra resolver este enredo.




Agora já chega de coisas ruins, ó fim da tarde o mê compadre Chico pegou no arrasto e ainda foi panhar umas cóquilhas qu’ a gente levô p’ra casa. Ò jantar, a minha Carminha fez lá uma petisco qu' era comer e chorar por más. Um dia destes ainda vô convencê-la a mostrar as recêtas dela, que são do melhor que há.


 

Por hoje é tudo, tenham muinta saudinha,



Manel Cavaco





sábado, 14 de agosto de 2010

Uva-de-cão

Uva-de-cão é uma planta que se desenvolve geralmente, nos recantos não cultivados ou junto dos valados, cresce trepando por arbustos e árvores. Durante o Verão, os frutos desta planta ficam maduros, enquanto a planta seca.



Antigamente nos meios rurais, estes frutos, pequenas bolinhas vermelhas, eram utilizados na medicina popular. Eram usados para combater vários tipos de dores, especialmente as dores reumáticas.


Colocavam-se os frutos a macerar em álcool, num frasco, durante três ou quatro semanas, passado esse tempo o líquido daí resultante era usado para fazer fricções na zona em que manifestava a dor. Em vez de álcool também podia ser utilizada aguardente de figo ou de medronho.

domingo, 25 de julho de 2010

Amoras silvestres

Na zona do barrocal, com a decadência da pequena agricultura, alguns campos vão ficando incultos e invadidos por silvados cada vez mais abundantes. Pouco a pouco as silvas cobrem as zonas de cultivo e ajudam a destruir as árvores tradicionais.




Mas nem tudo é mau, as silvas não são só espinhos, além dos picos, também dão frutos deliciosos, as amoras silvestres.




Segundo dizem os entendidos, este fruto silvestre é muito rico em vitamina C, magnésio, potássio e fibras. As amoras tem muitas propriedades: melhoram o trânsito intestinal, são depurativas, pois ajudando a eliminar as toxinas do organismo tendo assim uma acção antioxidante bastante importante.




Recordo-me dos meus tempos de garoto, em que, chegado este tempo, percorríamos os silvados da região para apanhar amoras.


Eram feitos uns pacotinhos de folha de figueira onde depois eram colocadas as amoras colhidas.







terça-feira, 4 de maio de 2010

Primavera na serra


Por vezes passamos, olhamos, mas não vemos a beleza das coisas que nos rodeiam. Desta vez, ao chegar ao Algarve, decidi parar na serra, à beira da estrada, para descansar e contemplar a natureza. Estava uma tarde primaveril maravilhosa, os pássaros chilreavam, as flores em combinações coloridas, emanavam delicados perfumes. Sem dar por isso ali fiquei longos minutos, simplesmente a olhar. Os sons e os odores não é possível mostrar, no entanto, junto algumas imagens singelas.



















domingo, 25 de abril de 2010

Noras de tirar água e poços

Já lá vai o tempo em que era habitual ver um burro ou um macho a andar à volta da nora com os olhos vendados a tirar água para regar hortas e pomares.
Esta herança da civilização árabe marcou durante muito tempo os sistemas de irrigação da agricultura no Algarve. Contudo, com o aparecimento dos motores de rega, este sistema foi ficando cada vez mais ultrapassado e actualmente a maior parte das noras estão abandonadas e degradadas.
Nas fotografias a seguir, podemos ver o cenário triste encontrado em várias zonas do Algarve, em que pouco ou nada foi feito, para preservar este património cultural da nossa região. Claro que não podemos esperar ver agricultores a utilizar métodos que actualmente são arcaicos, mas poderia haver entidades que estimulassem e contribuíssem para a preservação deste património.






Relativamente aos poços com bomba manual, aconteceu a mesma coisa. Talvez tenham resistido um pouco mais, mas com a expansão da rede eléctrica, as bombas eléctricas substituíram as manuais. Hoje ainda podemos encontram alguns com uma parte do sistema manual, mas estão ligados a bombas eléctricas. Antigamente estes poços espalhados por quase todas as aldeias algarvias eram o centro da distribuição de água, hoje ou estão transformados ou são apenas uma memória.






segunda-feira, 29 de março de 2010

Gaivotas em terra ...

Gaivotas em terra ... tempestade no mar. Ou será apenas uma reunião de família?






sábado, 20 de março de 2010

O mercado de Sábado em Loulé

Aos Sábados, nas ruas que circundam o Mercado Municipal de Loulé (a praça), realiza-se o tradicional mercado semanal. Antigamente, este mercado destinava-se principalmente aos produtores da região, para que pudessem escoar os seus produtos, posteriormente foi alargado a outros feirantes que aqui comercializam diversos produtos.